Trinta dias, nada mais por Pr. Paulo Júnior

O decreto foi assinado. Todo homem que, por espaço de trinta dias, fizer petição a qualquer deus ou a qualquer homem e não ao rei será lançado na cova dos leões (Dn. 6:7). E agora? Mais um dilema na vida de Daniel. Chefe de presidentes e sátrapas, amigo do rei, ilustre na nação... ele, logo ele, iria se expor a tamanho risco? Valeria à pena arriscar sua vida, projetos, posição de destaque e tudo mais que havia conquistado por trinta dias de oração? Afinal, foi o próprio Deus que lhe deu aquele lugar de influência para abençoar outras vidas. E mais, o decreto era temporário, depois dos trinta dias poderia orar como antes. Então, seria razoável pensar que o Senhor compreenderia um breve tempo de menor intensidade espiritual?

Trinta dias, é justamente aí que mora o perigo. As coisas que nos afastam de Deus se apresentam para nós como temporárias. “Só nessa fase da minha vida...”, “Deus entende, afinal...”, “Depois disso, tudo volta ao normal...”. E assim, nesses trinta dias, a unção vai embora, as oportunidades passam sem serem aproveitadas (talvez, nem percebidas), a alegria desaparece, a igreja “não é mais a mesma”. Ah... as pequenas concessões... as raposinhas de de Cantares 2:15... destroem as vinhas. E o pior, o temporário vira permanente. Que laço do inimigo! No entanto, Daniel não caiu nessa armadilha, ficou firme com Deus! Enfrentou dificuldades, é verdade, mas prosperou (e muito!) em tudo o que fez.

“Nele havia um espírito excelente; e o rei pensava em estabelecê-lo sobre todo o reino” (Dn. 6:3). É interessante notar que o decreto veio logo após a bíblia citar que o rei cogitava dar a Daniel uma posição notória. Quando estamos prestes a alcançar um lugar alto, o lugar que Deus preparou para nós, o espírito de intimidação tenta nos impedir. Seja com ameaças, seja com propostas, o inimigo concentra seus esforços para nos tirar do caminho da vitória. Elias e Jezabel, Davi e Golias, Neemias e Sambalate.  É nesse momento que precisamos nos lembrar dos fundamentos da nossa vida cristã, a oração, a obediência à palavra, a aliança com a igreja. Se olharmos para o que podemos perder, perderemos tudo, mas se buscarmos o Seu Reino e justiça em primeiro lugar, todas as coisas nos serão acrescentadas.

Buscar a Deus é a experiência mais incrível que alguém pode viver, não há nada melhor! Algumas vezes, entretanto, exige um posicionamento que nos expõe. Mas, existe uma coisa que devemos sempre guardar no coração: quem se humilha sob a poderosa mão de Deus, é exaltado pela mesma mão poderosa, no tempo oportuno! E quando Deus exalta alguém, não há inimigo que resista! É melhor passar pela cova dos leões com Deus do que permanecer no palácio sem Ele. A certeza de que estamos no centro de Sua vontade é algo que nos traz uma segurança incomparável. Mudaram os reinos e os decretos, e Daniel permanecia na sua posição de influência. Deus nos firma nas alturas quando fazemos com Ele uma aliança permanente!

 

Atitude 07/01/2010
Imprimir
» O caminhão, a Física e a Inveja  
Pr. Paulo Jr.

»  “Quem estendeu a sua mão contra o ungido do Senhor e ficou inocente?”  
Bispa Priscila

»  Metades  
Pr. Paulo Júnior

» Conversas de Eliabe  
Pr. Paulo Júnior

Mais artigos